Infância e Comportamento - Como lidar com a irritabilidade na infância (sem perder a paciência).
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Como lidar com a irritabilidade na infância (sem perder a paciência).
COMO LIDAR COM A IRRITABILIDADE NA INFÂNCIA
(SEM PERDER A PACIÊNCIA)

Tiago tem 7 anos e é um garoto inteligente.

Ele estuda pela manhã e à tarde fica em casa com sua avó.

Adora futebol e seus pais o matricularam em uma escolinha perto de casa.

Mas, no primeiro dia de treino, com menos de dez minutos de aula, não quis fazer o que o professor pediu.

Ficou furioso, esbravejou e chutou a bola com muita força e acertou um colega.

Os pais, que acompanhavam as outras crianças, se irritaram e Tiago não pode mais jogar naquele dia.

O garotinho não se conteve e chorou...

Parecia não entender o que estava acontecendo.

As reações de Tiago, verdadeiramente, não são positivas para ele.

Mas, por que isso acontece com algumas crianças?

Como agir frente a uma criança que se irrita facilmente, sem perder a paciência?

Quando os pais devem buscar ajuda?

Quando as explosões de raiva podem ser pensadas como sinal de algum transtorno, sofrimento psíquico ou doença física/orgânica?

Continue lendo para saber as respostas dessas e de muitas outras perguntas.

Compartilhe esse texto com seus amigos, para que mais e mais pessoas possam nos ajudar a lidar com o comportamento e com o desenvolvimento de nossas crianças.

A IRRITABILIDADE COMEÇA ENQUANTO BEBÊ?

Imagine um bebê, um recém-nascido...

Ele precisa se alimentar, ele sente frio, sente calor, não se sente confortável com a fraldinha cheia de xixi... O que ele faz?

Isso mesmo: Ele chora!

E o choro é o meio de comunicação que ele usa para ser percebido e ter seu desejo atendido.

Quem lida com a criança, logo se torna capaz de compreender o motivo do choro.

Mas, e quando o choro do bebê expressa além das suas necessidades físicas?

Sim, pode acontecer de ele chorar por outros motivos.

O choro do bebê pode ser os primeiros sinais de irritabilidade.

À medida que o bebê adquire repertórios comportamentais e desenvolve a linguagem, a irritação é manifestada de outra forma.

Agora, não mais somente pelo choro, mas através de comportamentos irritadiços, impacientes e algumas vezes agressivos.

A partir de então uma série de interpretações podem ser estabelecidas.

Os comportamentos inadequados podem refletir apenas uma frustração, dentro das expectativas.

Ou podem representar uma defesa frente a algum sentimento doloroso.

Ou podem estar associados com o fracasso, com a insegurança e com o isolamento.

Ou, também, podem ser uma reação às situações em que a criança puramente não tem controle.

E, por fim, podem fazer parte de um quadro clínico que mereça a atenção médica.

Assim, é muito importante estar atento às crises de irritabilidade, sobretudo àquelas exageradas, com reações físicas ou verbais.

Mas, então, o que fazer?

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7 DICAS VALIOSAS PARA VOCÊ COLOCAR EM PRÁTICA HOJE

Agora, vamos lhe mostrar algumas sugestões adaptadas do Child Developmental Institute, de Orange – CA - EUA .

São dicas preciosas apresentadas com o intuito de fazer você modificar a estratégia ao lidar com as crianças nos momentos de maior irritabilidade, seja evitando os episódios, seja diminuindo a intensidade das crises:

Você está preparado?

Então vamos lá:

1. Valorize o que a criança faz de bom

Simples, não?

É importante falar para a criança a respeito das atitudes que são consideradas agradáveis, corretas e que são esperadas positivamente por você.

Isso, no seu dia-a-dia, sem que haja uma segunda intenção em tecer o elogio.

Fale com ela de maneira bem simples e objetiva.

Lembre-se de que palavras que reforçam um bom comportamento, ou que valorizam uma conduta adequada, tem enorme valor para a formação da criança.

2. Permaneça próximo da criança

Criança requer atenção constante...

Sabe aquela criança que está prestes a usar um brinquedo de maneira destrutiva? Tipo, ela vai arremessá-lo em alguém...

Se você estiver por perto e demonstrar interesse pelo que ela está fazendo ou em como ela está brincando, certamente ela não tomará a ação destrutiva.

Sabe aquele momento em que você está acompanhando seu filho nos deveres de casa e ele tem dificuldade em ler sua lição?

Muitas vezes ele explode devido à frustração, ao cansaço.

Mas, se você se aproximar dele e sutilmente pedir para que lhe mostre quais palavras estão difíceis para ler, muito provavelmente ele irá se acalmar.

E a explosão será evitada.

3. Demonstre afeto

Às vezes, tudo que é necessário para qualquer criança com raiva recuperar o controle é um abraço, uma demonstração de afeto.

Diga à criança que você aceita o seu sentimento de raiva, que você compreende que ela está chateada.

Mas ofereça outras opções, outras maneiras para que ela consiga expressar o que está sentindo.

4. Ensine as crianças a se expressar verbalmente

Ensine a criança a expor sua irritabilidade em forma de palavras, ao invés de usar a força.

Sabemos que falar ajuda a criança a ter controle e reduz a intensidade e a frequência das crises de raiva.

Incentive a dizer, por exemplo:

"Não quero que você pegue meu lápis”.

“Não quero dividir agora".

Quando a criança expressa o que sente, ela evita o comportamento irritadiço.

5. Ignore um comportamento inadequado, mas que possa ser suportável

Você deve estar se perguntando:

Como assim?

Só para deixar claro, deve-se ignorar o comportamento inadequado (mas tolerável) e não ignorar a criança.

Você deve fazer a criança reconhecer que a sua atitude foi inadequada.

Em momento oportuno, diga como você se sente e fale sem que ela perceba que está sendo corrigida.

Veja um exemplo:

"O barulho que você está fazendo, normalmente, não me incomoda, mas hoje eu estou com uma dor de cabeça, então você poderia encontrar outra coisa para fazer?"

Nesse caso, fica claro que o problema é o barulho e não a criança.

6. Diga não

Ah.... o não!!!

Como o não é importante para o desenvolvimento da criança.

Limites devem ser claramente explicados e aplicados.

As crianças devem ser livres para funcionar dentro dos limites ajustados pelas famílias e pela escola.

Caso a criança os ultrapasse, use o castigo com cautela.

Há uma linha tênue entre a punição que é hostil à criança e a punição que é educativa.

Não utilize o castigo físico.

Use o tempo como limite.

7. Use a contenção física.

Ocasionalmente, você vai se ver obrigado a conter a criança em uma crise de raiva.

A criança pode perder o controle e ter que ser contida fisicamente ou removida do local para impedi-la de ferir a si mesma ou aos outros.

Mas, a contenção deve ser feita de forma muito sutil, de tal forma que a criança não perceba nada de agressividade.

Contenção física ou remoção do local não deve ser vista pela criança como punição, mas como um meio de dizer: "você não pode fazer isso".

Em tais situações, tome cuidado para não expor a criança, para não ridicularizá-la na frente de outras crianças.

Faça a contenção de forma que a criança entenda que aquele comportamento não é adequado.

Lembre-se, o problema é o comportamento e não a criança.

Bom, esperamos que essas dicas tenham sido úteis, mas ainda não terminamos por aqui.

Continue lendo para saber:

- Quando você deve se preocupar com o comportamento irritadiço de sua criança?
- Quando a irritabilidade pode fazer parte de um diagnóstico pediátrico?
- Quando você deve buscar a ajuda especializada?

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PODE SER PELA FEBRE?

Em alguns casos, a irritabilidade pode fazer parte de um quadro a ser diagnosticado por um médico ou por uma equipe multiprofissional.

Para isso, preferimos separar em quadros agudos e quadros crônicos, relacionados ao sintoma irritabilidade.

Pensando inicialmente em quadros clínicos comuns, agudos, ao alcance do pediatra do seu filho, há que se afastarem as infecções.

Você já esteve doente, com febre?

Provavelmente, sim.

A irritabilidade é marcante, não é mesmo?

Infecção de ouvidos, garganta ou urina e até a temida meningite, todas podem gerar irritabilidade.

Nesses casos, ocorrem mudanças rápidas de comportamento, de um dia para o outro, por exemplo.

Assim, notamos uma alteração no curso normal da expressão do humor da criança.

Doença do refluxo, enxaqueca, alergias também podem exacerbar quadros tempestuosos.

Os sintomas próprios de cada uma dessas doenças podem ser tão intensos a ponto de deixar a criança impaciente e com dificuldades em controlar seus impulsos.

Por outro lado, quando a criança apresenta-se irritada, quando ela explode facilmente e repetitivamente, de maneira crônica, sem que haja motivo físico ou clínico aparentes, outros fatores devem ser investigados.

Na busca pelo auxílio, com o apoio de uma equipe multiprofissional, é importante checar inicialmente se o problema ocorre em vários ambientes ou se fica restrito a algumas situações específicas.

Não são raros os relatos de que a criança é irritada só na escola ou que ela sente muita raiva só em casa, por exemplo, depois que o pai chega do trabalho.

Possivelmente, o problema esteja relacionado a fatores ambientais e, de forma lúdica, tal problema deve ser trabalhado.

Nessa situação, devemos envolver todo o contexto sócio-ambiental no qual a criança está inserida.

Basta que você esteja atento ao dia-a-dia.

Porém, há crianças que são nervosas sempre, da hora que acordam à hora que dormem, onde quer que vão, até quando tudo parece estar correndo bem.

Ou há, ainda, crianças que subitamente apresentam explosões.

Você conhece alguma?

Acredito que sim.

Esses casos merecem uma atenção muito especial...

Inclusive, com a possibilidade de que a criança possa receber um diagnóstico relacionado a algum distúrbio em seu comportamento e desenvolvimento.

Mas, como?

Tão jovem e já com um diagnóstico?

Sim, é possível... Com muito critério e cautela, médicos podem diagnosticar depressão e transtorno bipolar, por exemplo, em crianças com idade de 6 anos!

5 IMPORTANTES DIAGNÓSTICOS PSIQUIÁTRICOS RELACIONADOS À IRRITABILIDADE
Abaixo, vamos discutir uma série de situações que podem (e devem!) ser diagnosticadas precocemente e mostrar como a irritabilidade se faz presente em cada caso.
1. DEPRESSÃO INFANTIL

A depressão está cada vez mais presente na infância e tem se apresentado cada vez mais em crianças mais jovens.

Dr. Argyris Stringaris, do Instituto de Psiquiatria de Londres, sugere em um de seus diversos estudos que a irritabilidade é um sintoma muito importante nos transtornos depressivos.

Na infância, a depressão pode ser diagnosticada mesmo sem a presença de um humor rebaixado.

Mas, como assim?

Você deve estar se perguntando: Para ser depressivo, não se deve estar triste, chorando pelos cantos, sem vontade de fazer nada?

Em crianças, isso pode não estar tão evidente.

Sobretudo, no início do quadro e principalmente, nos meninos.

E com um agravante: uma maior associação a outros transtornos relacionados ao controle de impulsos, como por exemplo, o Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) ou Transtorno de Conduta.

À medida que o tempo passa e a criança se mantém dentro de uma espiral depressiva, os sintomas negativos tornam-se mais evidentes.

Alterações discretas na rotina da criança podem denotar a presença de um quadro depressivo.

Vejamos;

• Falta de prazer ou de energia para fazer ou participar de atividades que anteriormente eram prazerosas.

• Sentimento de culpa ou de inutilidade.

• Ideias ou pensamentos ou brincadeiras de cunho auto-destrutivo.

• Perda de concentração e queda do rendimento escolar.

• Isolamento social.

• Sintomas físicos (dor de cabeça ou dor abdominal, por exemplo).

Enfim, criança irritada pode estar depressiva e necessitar de ajuda.

2. TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

50% dos casos de Transtorno Afetivo Bipolar (ou Transtorno de Humor Bipolar) se iniciam na infância e adolescência, como aponta o psiquiatra Guilherme Polanczyk, da Universidade de São Paulo, em artigo publicado em 2013 na Revista Brasileira de Psiquiatria .

No início desse século, houve um aumento desproporcional (exagerado, mesmo!) em relação ao número de diagnósticos de transtorno afetivo bipolar na infância.

E isso ocorreu por uma sobrevalorização do sintoma irritabilidade.

Naquele momento, crianças muito irritadas foram sistematicamente classificadas com bipolares.

No ano de 2003, Ellen Leibenluft, certamente a maior autoridade americana em Transtorno Bipolar na infância propôs novos critérios para o diagnóstico, com maior atenção ao tempo de apresentação (ou persistência) dos sintomas e com valorização da ELAÇÃO para o apontamento diagnóstico.

A elação é caracterizada como sendo uma exaltação exagerada, uma alegria desproporcional.

Mas, além da irritabilidade e da elação, contínua ou em picos, outros sintomas podem estar presentes.

Vamos listar alguns:

• Ideias ou atitudes de grandeza, com excesso de orgulho, de otimismo, muitas vezes com perda da crítica e maior exposição a situações perigosas e inconsequentes.

• Excesso de atividade motora, paradoxalmente percebida em uma criança com pouca necessidade de sono.

• Pensamento acelerado, com pressão enorme para falar, o que faz a criança emendar um assunto em outro.

• Facilidade maior para se distrair e consequente queda no rendimento escolar.

• Aumento do interesse sexual, com piadas e atitudes inapropriadas para a idade ou para determinada situação.

Talvez, nesse momento, você deva estar refletindo:

- Mas, se o nome é bipolar, então cadê o outro lado, o lado depressivo?

Algumas crianças podem permanecer continuamente nesse estado de irritabilidade e de euforia, sem que se perceba claramente uma fase depressiva.

Entretanto, há outras que esporadicamente flutuam dentro de um humor deprimido.

E de fato, passam a funcionar em situação oposta à descrita acima.

Veja como:

• Com apatia e sensação de menos-valia.

• Com lentidão e desinteresse (perda de prazer).

• Com sentimentos de tristeza e pensamentos negativos.

Assim, seja qual for o estado de humor presente no momento de uma abordagem diagnóstica, a criança bipolar pode manifestar irritabilidade ou até mesmo agressividade.

3. TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Você provavelmente já se pegou chamando alguém de ansioso pelo fato de o indivíduo não conseguir ficar parado, por estar muito agitado, falante.

Então, vamos inicialmente desfazer uma confusão:

Diferenciar a ansiedade da impulsividade.

Impulsividade:

É a dificuldade quanto ao auto-controle.

É agir e se arrepender depois.

É de fato fazer primeiro para depois pensar.

Seria essa, a pessoa que você chamou de ansiosa?

Agora, vamos definir ansiedade.

Basicamente, ansiedade é observada quando um indivíduo apresenta medo ou preocupação exagerada, normalmente com pensamentos repetitivos de cunho catastrófico e que causa sofrimento psíquico importante, algumas vezes com sintomas físicos associados.

Na infância, são mais comuns o Transtorno de Ansiedade de Separação, a Fobia Social (ou Ansiedade Social) e o Transtorno de Ansiedade Generalizada.

Agora, é o momento de se lembrar de algo que falamos no início desse artigo:

Compreender a razão para a crise de irritabilidade!

Agora, isso será muito importante.

Veja bem...

A criança ansiosa mantém um pensamento negativo, baseado no medo, que a impede de executar suas atividades, que muitas vezes não a deixa até mesmo brincar.

Pois bem, imagine essa criança sendo pressionada por seus pais, por seus familiares, por seus professores a fazer algo que definitivamente lhe causa grande dor ou sofrimento.

Conseguiu imaginar?

Então... Essa é a criança que vai se irritar.

Não porque ela não tem controle sobre seus atos, mas sim porque ela está acuada.

E mais pressionada do que já vive, ela explode!

Para ajudá-la, você deve respeitar seus medos e agir com cautela e paciência.

4. TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

1902, ano em que o pediatra escocês George Still publicou o primeiro relato científico do que mais tarde seria denominado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Algumas pessoas acreditam que esse diagnóstico está sendo muito valorizado e empregado de maneira exagerada.

Mas, sabemos que 5% da população infantil apresentam o Transtorno e que o mesmo tem origem neurobiológica.

Isto é, vários estudos já apontam claramente para alterações estruturais e no funcionamento químico do cérebro.

Então, não é culpa do pai ou da mãe, não é só falta de limites.

Voltando a falar de irritabilidade...

A irritabilidade não faz parte dos critérios diagnósticos para o TDAH, mas pode estar presente em crianças com o transtorno, como aponta a psiquiatra Josephine Elia, da Universidade da Pennsylvania .

Além do mais, é um achado preocupante, pois denota maior propensão à criança ter outro diagnóstico associado (a ciência chama isso de comorbidade) como a Depressão, o Transtorno Afetivo Bipolar ou o Transtorno de Oposição Desafiante.

Crianças com TDAH, normalmente, tem dificuldades quanto ao auto-controle.

Assim, explosões são frequentes.

E ocorrem quando a criança não consegue executar o que lhe é proposto ou pela repetição de frustrações pelas quais ela passa diariamente.

As crises, então, são pontuais e a irritabilidade não é contínua.

Portanto, para diminuir as tempestades de raiva da criança TDAH, deve-se pensar na possibilidade de algum outro diagnóstico associado e tratar corretamente o próprio TDAH.

5. TRANSTORNO DE OPOSIÇÃO DESAFIANTE

O próprio nome já diz muito, não?

Mas, como saber se o problema é a falta de limite ou realmente se a criança não controla seu comportamento?

A criança com o diagnóstico de TOD é desobediente, hostil e desafiadora em todos os ambientes ou frente às várias figuras de autoridade.

Será, então, que ninguém consegue impor limite sobre ela?

Pensando... pensando... pensando...

Achamos que realmente ela não consegue se controlar.

E você?

Enxerga assim, também?

Bom, vamos continuar.

Dentro do próprio diagnóstico de TOD, existem crianças que se comportam de maneira diferente.

É importante compreender as características inerentes à cada criança e buscar a melhor forma de auxiliá-la.

A irritabilidade na criança com TOD tem relação com o fato dela não tolerar ordens dadas por ninguém.

Assim, ela se manifesta de forma desafiante muito rapidamente, eventualmente de forma ríspida e agressiva.

Porém, os episódios tem curta duração e tão logo o foco que gerou o impacto negativo é retirado, rapidamente a criança se recompõe.

Mas, se prepare... daqui a pouco, ela explode de novo.

Assim, é a irritabilidade da criança opositora.

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VOCÊ PRECISA DE AJUDA?

Que bom que você chegou até aqui.

Esperamos que você tenha aproveitado a leitura e para fixar o aprendizado e salvar de fato todo o conteúdo em sua memória, vamos revisar alguns tópicos.

A irritabilidade é comum na infância.

A irritabilidade representa uma imaturidade em lidar com as emoções.

Nem todo choro representa irritabilidade.

É importante compreender o significado da crise de raiva.

Há várias formas de lidar com uma crise de irritabilidade:

• Valorizar o que a criança faz de melhor

• Estar mais próximo da criança no dia-a-dia

• Demonstrar afeto

• Ensinar a criança a expressar suas emoções verbalmente

• Ignorar algumas vezes um comportamento inadequado, mas tolerável

• Aprender a dizer não

• Usar corretamente a contenção física

Quadros clínicos comuns na infância manifestam-se com irritabilidade.

A irritabilidade se expressa, de forma diferente, em algumas doenças psiquiátricas:

• Depressão Infantil

• Transtorno Afetivo Bipolar

• Ansiedade

• Transtorno de Déficit de Atenção Hiperatividade

• Transtorno Opositor Desafiante





E agora?

Você está diante de uma criança, cuja irritabilidade tem causado enormes perdas para ela.

Perdas no relacionamento com colegas.

Perdas no relacionamento dentro da família.

Perdas em seu desempenho escolar.

E você quer ajuda, você precisa de ajuda.

Quem buscar primeiro?

Supomos que ela tenha um acompanhamento regular com seu pediatra e que não se trata de um quadro clínico agudo, como uma infecção por exemplo.

Já vamos lhe adiantar... Mudanças serão necessárias na rotina diária.

Modificações na maneira de lidar com a criança deverão ser implementadas.

E farão toda a diferença!

Mas, ao compreender que a criança já se encontra com franco prejuízo, precisamos lhe dizer:

Não perca mais tempo!

Procure um médico, um profissional que compreenda toda essa constelação de sintomas e que possa lhe auxiliar no diagnóstico e na condução do quadro.

Confie no profissional e tenha em mente que especialistas em outras áreas poderão ser acionados a qualquer momento.

Uma equipe multiprofissional, verdadeiramente humana, fará toda a diferença em relação aos cuidados com toda a família.

E saiba que, com o seu envolvimento, poderemos melhorar a vida de nossas crianças.

Portanto, não perca a paciência.

Corra atrás de soluções.

Elas existem.

Grande abraço da equipe Infância e Comportamento

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Nosso time estará de prontidão para lhe responder.