Infância e Comportamento - Excesso de jogos eletrônicos, internet e computador: o que os pais precisam realmente saber
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Excesso de jogos eletrônicos, internet e computador: o que os pais precisam realmente saber
Excesso de jogos eletrônicos, internet e computador:
O que os pais precisam realmente saber

Você deve ter lido ou ouvido uma série de reportagens e divulgações de pesquisas nos últimos meses sobre o excesso de tempo em que as crianças e jovens tem permanecido frente às telas de TVs, computadores, celulares e tablets.

Mas, você tem ideia do motivo dessa preocupação?

Você imagina desde quando os estudiosos têm debatido sobre as repercussões do mau uso dos eletroeletrônicos?

Como devemos enfrentar e, até mesmo, mudar esse hábito que, quando em excesso, comprovadamente acarreta danos irreparáveis no desenvolvimento dos nossos filhos?

Todos os dias somos bombardeados com uma infinidade de novidades da era digital. E nossos filhos também!!! Vídeos, jogos, redes sociais, comunidades, sites, blogs... tudo em tempo real.

E aí nos perguntamos: como estamos lidando com tudo isso? Como as crianças e os jovens estão vivendo e respondendo a este mundo tão conectado e tão digital? Seu filho, seu aluno ou seu paciente tem sido prejudicado pelo excesso de tecnologia?

Você já se preocupou com isso?

O fato é que hoje, neste momento, as crianças adoram e os adolescentes não vivem sem um aparelho eletroeletrônico.

Mudam-se os gostos, novos heróis são criados, outros voltam repaginados e cria-se uma legião de admiradores. Quem não se lembra das caças ao Pokemon? E as mesmas perguntas sempre voltam a martelar: será que posso deixar meu filho exposto ou devo proibir?

Qual é o limite tolerável de exposição à "tela"? E como impor este limite?

Há benefícios ou só há prejuízos?

Então, se todas estas dúvidas passam por sua cabeça, seja bem-vindo a mais um artigo do Infância e Comportamento.

Com uma linguagem simples, porém, cuidadosamente embasada em pesquisas científicas, vamos trazer para você leitor (a) as respostas para essas perguntas e muitas outras informação sobre tempo de tela, seus malefícios e benefícios também.

Nesse artigo, vamos abordar os seguintes tópicos:

- A história da tecnologia: desde quando existem os excessos?

- Os benefícios dos jogos eletrônicos

- O sono e o tempo de tela

- Atraso no desenvolvimento e tempo de tela

- Problemas de Comportamento e tempo de tela

- Como os pais devem agir?

Uma viagem pela tecnologia

Como o planeta mudou nos últimos 100 anos!

Imaginemos nossos avós/bisavós no momento em que um vizinho ligou pela primeira vez uma televisão.

Era setembro de 1950. Muitos não teriam a menor condição de imaginar como seria a primeira transmissão de um programa na TV.

Como a imagem poderia chegar na minha casa? Tudo muito novo, muito surpreendente.

E, como qualquer boa novidade, a moda pegou. Em 1956, já eram 1,5 milhões de TVs no Brasil. Pessoas se reuniam em volta dos aparelhos em busca de emoção, em busca de diversão.

Na década de 1980, chegaram no Brasil os computadores domésticos e os videogames. E pouco a pouco a tecnologia adentrava em nossos lares.

Jovens reunidos horas e horas em frente às máquinas. Na maioria das vezes felizes, alegres, mas eventualmente irritados e frustrados com suas falhas.

Mas qual é o objetivo em retomar a história?

Precisamos mostrar que essa temática não é tão recente assim, ou você não consegue imaginar uma mãe da década de 1980 gritando: "- Filho, desliga esse ATARI e vai tomar banho"!

Pra quem não conhece, está aqui a história desse tal de ATARI. O tempo passou, até que em 1995, o que muitos consideram uma das maiores invenções do século XX, chegou ao Brasil.

Sim... ela mesma... a INTERNET!!!

Ela que encurta as distâncias, que propicia o acesso à informação e que traz o real significado da palavra globalização para o nosso dia a dia.

Ela que preocupa tantos pais, que acelera ou incomoda o desenvolvimento de nossas crianças e que prende os adolescentes dentro de seus quartos.

Em 2016, a preocupação quanto aos limites para o uso de tecnologia atingiu o seu ápice. Pesquisamos por meio dos termos "tempo de tela" e "criança" (escritos em inglês) em um banco de dados de publicações científicas e encontramos mais de 130 artigos científicos e pesquisas publicadas neste mesmo ano.

China, Bangladesh, Irlanda, Irã... enfim, o mundo tem se preocupado com a exposição exagerada e com os efeitos negativos desse excesso.

Mas, será que toda essa estimulação, toda essa tecnologia a nossa disposição só nos traz prejuízos? Alguma exposição pode ser benéfica?

A resposta é não e sim, respectivamente.

Continue lendo o nosso artigo que abordaremos mais a respeito desse tema tão polêmico.

Compartilhe esse texto com seus amigos, para que mais e mais pessoas possam nos ajudar a lidar com o excesso de exposição às telas.

Como os jogos podem auxiliar as crianças

Andrew K. Przybylsk , pesquisador da Universidade de Oxford, Inglaterra, desenvolveu um estudo para avaliar os efeitos positivos e negativos em relação ao comportamento de crianças e adolescentes, decorrentes da exposição a jogos em videogames ou em computadores.

Basicamente, ele queria saber se jogar poucas horas faria bem e se jogar muitas horas traria algum malefício para os jovens avaliados na pesquisa.

E para a avaliação, quatro grupos foram separados, com base no tempo em que cada participante se mantinha jogando durante o dia. O primeiro grupo jogava menos do que 1 hora, o segundo grupo entre 1 e 3 horas, o terceiro grupo por mais que 3 horas por dia e o quarto grupo não jogava.

Foram acompanhados 4.899 jovens entre 10 e 15 anos de idade, que viviam no Reino Unido. Um bom número, não?

Só um dado preocupante que não podemos deixar de compartilhar: 1,5% dos jovens que participaram da pesquisa jogavam mais do que 7 horas por dia.

Foram aplicadas escalas padronizadas e validadas mundialmente para se avaliar questões relacionadas ao comportamento de cada participante.

E quais foram os resultados? Consegue imaginar?

Em comparação com os não jogadores, as crianças que normalmente passam menos tempo jogando (até 1 hora), apresentaram melhor comportamento social, maior índice de satisfação com a vida e menores níveis de problemas de conduta, de relacionamento, de hiperatividade e de sintomas emocionais.

Esse padrão de resultados apoia a ideia de que o jogo eletrônico tem funções benéficas semelhantes às formas tradicionais de jogos, uma vez que funcionam como desafios cognitivos e sociais.

Mas, concordamos com o autor e entendemos que nem todas as crianças respondem da mesma maneira. Fatores relacionados à própria neuroarquitetura cerebral e à motivação podem influenciar positivamente umas crianças mais do que outras.

Ah, então quer dizer que devo deixar meu filho jogar videogame ao menos uma hora por dia com a certeza de que ele irá se desenvolver melhor?

A resposta ainda é: não sabemos. Vários estudos vem sendo desenvolvidos para chegarmos a uma melhor conclusão.

Em outra frente de trabalho, cientistas têm desenvolvido games como forma de se estimular crianças com diversos prejuízos.

Recentemente, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveu uma plataforma de jogos e a testou em crianças portadoras do Transtorno do Espectro do Autismo.

Intervenção focada em desenvolvimento e comportamento foi aplicada em 10 crianças durante a pesquisa, sendo que o jogo era executado em parceria com o terapeuta e a resposta mensurada e comparada com uma pontuação preestabelecida.

Os resultados foram maravilhosos!!!

Houve melhora na imitação e na atenção compartilhada, despertou-se o interesse nas crianças avaliadas para jogar com outra pessoa e não individualmente e melhorou a performance geral de atenção e no interesse em discutir seu desempenho.

Partindo do pressuposto de que essa nova geração de jovens tem se interessado muito pelo desenvolvimento de novas tecnologias, certamente projetos promissores deverão surgir muito brevemente.

Vimos, então, que estar exposto a jogos pode ser interessante, por um tempo curto ou quando mediado por um adulto, para algumas crianças.

Mas, qual prejuízo a criança pode vivenciar, seja permanecendo muito tempo jogando ou passivamente consumindo conteúdos pela TV ou pela internet?

Vamos separar alguns temas para discutirmos.

OBESIDADE

DISTÚRBIO DO SONO

ATRASO NO DESENVOLVIMENTO

PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO

Obesidade infantil e o tempo de tela

A obesidade foi, sem dúvida, o primeiro malefício a incitar uma acalorada discussão científica sobre o tempo de exposição por parte de crianças e jovens aos avanços tecnológicos.

É evidente que ninguém pode colocar o excesso de tempo em que a criança fica à frente da TV e de eletrônicos como fator único que justifique a situação de sobrepeso e de obesidade em que vivem um número expressivo de crianças ao redor do mundo.

Recentemente, pesquisadores chineses associaram o tempo excessivo gasto em atividades acadêmicas fora do horário escolar, os problemas com o sono e a inatividade física, além dos níveis mais altos de visualização de tela, com a obesidade infantil naquele país.

E pensando em obesidade, além da quantidade de horas frente à tela, sem fazer atividade física alguma, o conteúdo pode incitar ao consumo inadequado de alimentos.

Tenta-se restringir as propagandas que aparecem para as crianças, mas elas seguem muito vulneráveis.

São brinquedos associados a lanches, sorrisos estampados em biscoitos recheados, cereais que dão a força e a energia de um grande felino...

Com certeza, vocês sabem do que estou falando. Se não sabem, experimentem assistir uma hora de TV com seus filhos e sairão dali com outros conceitos sobre "alimentação saudável".

O sono e o tempo de tela

A sociedade moderna dorme menos.

É Fato!!!

E as crianças tem sido bastante afetadas com essa mudança de hábito.

O excesso de exposição da criança à essa era digital, segundo os pesquisadores da Universidade de Vermont, Estados Unidos, interferem tanto no tempo quanto na qualidade do sono e três são os mecanismos apontados como causadores de tamanho prejuízo.

O primeiro fator é o ambiental, já que o engajamento em excesso às atividades frente à tela atrasam o início do sono e interferem no tempo total de repouso.

Muitos pais queixam-se de que não conseguem fazer os filhos desligarem a TV ou são verdadeiramente "enrolados" pela conversa sedutora de suas crias.

Outro fator é o psicossocial, uma vez que alguns conteúdos podem interferir no momento em que a criança precisa se deitar ou manter-se dormindo.

Cenas de violência ou de terror, dependendo da fragilidade individual de cada um ou mesmo em determinadas faixas etárias, podem tirar a tranquilidade de algumas crianças.

Por fim, os pesquisadores apontam a exposição à luminosidade dos eletrônicos como um fator biológico que interfere no próprio ciclo circadiano (sono e vigília) da criança.

Sabemos que um sono eficiente é atingido na ausência de luminosidade.

Estar exposto duas horas antes do sono à luminosidade dos tablets, por exemplo, reduz a produção da melatonina e interfere sobremaneira no ciclo de sono e de vigília da criança.

Atraso no desenvolvimento e tempo de tela

Sabemos que para um desenvolvimento neuropsicomotor saudável, a estimulação é a palavra de ordem.

A partir do momento em que a criança, muito jovem (antes dos 18 meses de idade), deixa de ser estimulada de maneira criativa e deixa de se movimentar por conta da fixação pela tela, instala-se inevitavelmente o prejuízo em relação ao seu desenvolvimento.

Quando lincamos estimulação e criatividade, falamos em conversar com a criança, em apresentar desafios e fazê-la buscar soluções, o que muitas vezes os programas de TV ou os vídeos não propiciam.

A criança precisa de outra pessoa para interagir e não de uma máquina que a seduza o tempo todo sem que ela possa interferir no conteúdo.

Um bebê em uma cadeirinha com um tablet nas mãos, cercado por biscoitos, por horas e horas certamente não alcançará os marcos de desenvolvimento tal como se espera. Mais e mais crianças têm apresentado atraso na linguagem pura e simplesmente por falta de estímulo.

Outro problema que interfere no desenvolvimento é a ausência de atividade física. Toda criança precisa explorar o ambiente, usar todos os seus sentidos para que o cérebro possa ser estimulado e novas conexões neurais formadas e consolidadas.

Sendo assim, correr, pular, se equilibrar em um pé só, descobrir o seu limite ao tentar escalar um objeto são fundamentais para que a criança compreenda noções de espaço, envolvendo a memória, o planejamento e a orientação, por exemplo.

Uma criança sentada a maior parte do tempo frente a um eletrônico perderá momentos preciosos para a consolidação de importantes funções cognitivas e executivas.

Problemas de Comportamento e tempo de tela

Vamos falar nesse tópico tanto sobre reações comportamentais inadequadas quanto a diagnósticos psiquiátricos observados mais frequentemente em crianças e em jovens que permanecem mais tempo expostos aos agentes da era digital.

Perda de foco ou de interesse nos estudos estão fortemente associados nesses casos. Não dá para imaginar uma criança que não se desliga do seu tablet estudando regularmente.

Outra questão comum no dia-a-dia envolve a realização de várias tarefas ao mesmo tempo. TV ligada, fones no ouvido, teclado a mil respondendo mensagens e um livro aberto.

Será possível produzir algo com qualidade assim?

Frustrações e irritabilidade quando perdem no jogo, ou simplesmente quando a rede de internet deixa de funcionar por segundos são cada vez mais visíveis. Verdadeiras explosões, inimagináveis e por vezes incontroláveis.

Crianças e adolescentes não toleram pequenas frustrações e desenvolver essa "habilidade" é muito importante para um desenvolvimento saudável.

Esconder-se horas e horas atrás de um computador pode ser um sintoma de ansiedade ou de depressão.

E isso tem nos preocupado muito!

A dificuldade em se consolidar amizades reais e a dependência da aprovação no mundo on-line, elevam o componente de preocupação, de insegurança e de medo por parte principalmente de adolescentes.

Outra preocupação é a dependência.

Dependência tal qual aquela já estudada por álcool, cigarro e por outras drogas. Jovens cada vez mais ligados aos seus jogos, que não saem de seu quarto, que mal se alimentam, que não vivem... E pais desesperados por ajuda, muitas vezes tardiamente.

Quanta preocupação, não?

Mas quais são as atitudes a serem tomadas?

Como os pais devem agir

Alguns pais podem ficar chateados com o médico, ou com o professor, ou mesmo com as entidades que lidam com os cuidados na infância ao se sentirem invadidos quando "alguém" tenta ditar a forma de educar seus filhos.

Mas, não é essa a pretensão. Verdadeiramente não é! A intenção é identificar precocemente todo e qualquer prejuízo para o desenvolvimento da criança e apresentar soluções para tal.

Assim, baseadas em pesquisas confiáveis com aplicabilidade no dia a dia, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria vem atualizando as orientações quanto à exposição excessiva das crianças às mídias digitais.

Vamos aqui abordar as recomendações das duas entidades para que os pais possam aplicá-las em casa e para que os professores reforcem-nas no ambiente escolar.

A primeira orientação diz respeito à idade mínima para que a criança tenha contato significativo com a era digital. Pais e cuidadores devem evitar o contato com os meios digitais pelas crianças com menos de 18 meses de idade.

Até 1 ano e meio somente as chamadas videoconferências, com razoável frequência, estão permitidas: vovós que moram longe não ficarão tristes!

Entre 18 e 24 meses deve-se optar por programas com qualidade satisfatória para a idade da criança e os pais devem assistir junto. Nada de "ocupar" a criança com o tablet e ir fazer outra coisa, ok?

Deve-se interagir com a criança, ajudá-la a compreender o que está assistindo, e aqui uma dica nossa: fazer pausas com perguntas simples como por exemplo: - Que animal é esse? Qual é a cor do gatinho? O que ele está comendo? Você gostou de qual personagem?

Enfim, interação com a criança, explorando o conteúdo assistido.

Outro cuidado envolve o tempo de exposição à tela, que deve ser respeitado conforme as etapas do neurodesenvolvimento.

Crianças entre 2 e 5 anos de idade, independentemente da qualidade do material ao qual elas serão expostas, devem permanecer no máximo 1 hora em contato com as mídias.

Para as crianças com mais de 6 anos de idade, o tempo de exposição, assim como a qualidade do que lhes é oferecido, não deve prejudicar o sono, nem limitar as atividades e muito menos causar prejuízo em relação ao comportamento.

Aqui, o importante é o bom senso. Profissionais habilitados (médicos e psicólogos) podem auxiliar as famílias no ajuste da rotina da criança.

É preciso estimular a realização de atividades em família sem a presença de eletrônicos. Passeios, rodas de conversa ou de leitura, momentos em que as refeições são realizadas não devem ser acompanhados pelas mídias.

É cada vez mais comum, famílias "reunidas" sem interação, não é mesmo? Cada um cuidando do seu celular ou do seu tablet.

Outra questão: os quartos das crianças não devem contemplar TV ou computadores, visto que as crianças são mais vulneráveis às influências negativas e até mesmo perigosas do que é consumido através da mídia digital.

Assim, o uso dos aparelhos deve acontecer sob o máximo de supervisão.

Já os adolescentes não devem ficar isolados em seus quartos por longos períodos de tempo. A realização de qualquer atividade física deve ocorrer obrigatoriamente por pelo menos uma hora ao dia, quebrando a sequência de tempo frente às telas.

Outra recomendação diz repeito à exposição precoce a conteúdos inadequados, que incentivam o consumo inadequado de alimentos, que incentivam o consumo de álcool e de outras drogas, que incitam a erotização e sexualidade, que propiciam o contato com pedófilos ou outras formas de abuso ou de violência.

Orientar os filhos sobre os cuidados em acessar a internet e instalar configurações de segurança, orientá-los a não postar fotos ou informações pessoais e a não se expor em webcam é de suma importância.

Monitorar o comportamento social dos filhos na internet, baseado em preceitos éticos, ao se exigir linguajar e atitudes adequadas, sem cunho violento, discriminatório ou opressor também é muito importante para um uso saudável das mídias sociais.

Enfim, entendemos que todas as recomendações passam por uma presença maior dos pais no dia a dia dos filhos, a fim de garantir uma infância feliz, uma adolescência harmoniosa e garantir a presença de um adulto pronto para viver e melhorar a nossa sociedade.

E para terminar, é sempre bom lembrar que estar junto nem sempre é estar presente!

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